sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Análise do jogo FC Crato vs "O Elvas"

  



A equipa raiana é a grande 'intrusa' neste campeonato depois de duas épocas sem competir, O Elvas renasce sem construir um plantel com base em figuras de nomeada, surge quase a 100% da formação e tem dado uma luta tremenda aos seus adversários em cada jogo, contra todas as espectativas, até das suas próprias limitações. Sem estrelas, com jogadores de 'carne e osso', prova como fazer uma boa equipa é algo demasiado complicado para ser apenas uma questão de dinheiro. Construída cirurgicamente por João Carlos Lopes, este Elvas tem a força das boas ideias, à imagem dum Atlético de Bilbao e tem apenas como suporte, Bruno Vidigal, Tiago Vidigal e o avançado Ramos.

     Os pilares estão na segurança defensiva, mas hoje desfalcado dos defesas Rui Matos e Bruno Pragana, cometeu alguns erros defensivos fatais, colocando, na primeira parte do jogo o FC do Crato a vencer por 3-0, sempre com a batuta de João Farto, hoje por ausência de André Galacho e com o irreverente brasileiro Ceará que nas alas fez a diferença. Apesar disso, o Elvas teve várias ocasiões para concretizar, mas houve inoperância dos seus atacantes. Na segunda parte, vai à procura do golo e consegue-o através dum autogolo de Luís Matela, e a partir daí relança a partida, no entanto, a equipa de arbitragem decide apontar uma grande penalidade contra o Elvas, que na nossa opinião é inexistente, uma vez que Bruno Vidigal tem o braço colado ao corpo onde a bola embateu e esse momento do 4-1 desmotivou um pouco a jovem equipa elvense. Mas ainda teve o discernimento para na fase final do jogo, na sequência de um livre superiormente apontado por Bruno Vidigal, em que Luís Romão faz uma boa defesa mas no ressalto António Conceição fez o definitivo 4-2. Não foi de facto um dos seus melhores jogos, uma vez que as ausências no setor defensivo foram muito importantes e a equipa estava intranquila, com pouca qualidade de passe e exercendo menos pressão sobre o adversário, não se apresentando em bloco compacto e como é evidente, a equipa de Ricardo Graça, não é um adversário qualquer e foi aproveitando os erros infantis da equipa raiana, mesmo assim o resultado final poderia ter sido uma derrota pela margem mínima, porque na realidade o FC do Crato nunca foi um total dominador do jogo, mostrando por vezes pouca qualidade na circulação de bola e nas transições ofensivas.


        Para finalizar, mais uma vez a equipa de arbitragem cometeu bastantes erros, quer disciplinares, quer tecnicamente, tendo alguma influência no resultado final, embora a vitória do FC do Crato não esteja em causa.   

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