domingo, 25 de setembro de 2016

Análise do Jogo "O Elvas" vs FC Crato





Na jornada inaugural, apresentava-se à jovem equipa de Elvas, uma tarefa muito difícil, uma vez que o adversário é um dos principais candidatos à conquista do título distrital.



O Elvas iniciou bem o jogo com uma boa pressão alta não permitindo à equipa cratense desenvolver o seu futebol habitual, mas esse bom momento durou sensivelmente 25 minutos, até que a equipa adversária começou a instalar-se no meio campo elvense, sempre sob a batuta de André Galacho, (que já vestiu a camisola azul e oiro), fazendo passes longos para aproveitar a velocidade de João Farto, jogador habilidoso e versátil e já com muita tarimba, tanto no futebol distrital como no nacional. Com o desenrolar da primeira parte, foi-se notando alguns pormenores interessantes dos jovens elvenses Daniel Perdigão e Pedro Pombo. Entretanto, o Crato com uma circulação de bola rápida fazia o Elvas cometer erros no sector intermediário e daí resultaram os golos de João Farto e Alex, mas também erros defensivos, incluindo o jovem Ema, que acusou muito o ritmo competitivo do jogo. Não era de facto o adversário indicado para iniciar este campeonato, criando alguma ansiedade e desmotivação na jovem equipa raiana. No que diz respeito, à segunda parte do jogo, o Elvas começou por ter algum ascendente e até criou uma jogada em zona de finalização que poderia ter resultado em golo, mas a ineficácia e a falta de experiencia são uma evidência.



O FC do Crato voltou a carregar no acelerador e fez por intermédio de António o terceiro golo e depois foi gerindo o resultado com posse de bola e transição rápida provocando mais erros defensivos ao Elvas. Há a realçar um potente remate de Bruno Vidigal quase a 30 metros da baliza cratense, na sequência de um livre, obrigando o guarda-redes Luís Romão a fazer a defesa da tarde. Ficou ainda por marcar uma grande penalidade a favor do Elvas, que a equipa de arbitragem não viu ou não quis ver.



 É muito cedo para se fazer uma avaliação detalhada dos atletas elvenses, com exceção dos experientes Bruno Vidigal, que esteve ao seu nível, Tiago Vidigal, que fez uma primeira parte boa, embora lhe falte melhorar o desempenho defensivo e Ricky que embora tenha menos experiência que os outros dois, fez um bom jogo, dentro daquilo que era possível fazer e que o adversário permitia. Para quem viu o jogo, coloca certamente a questão de que é necessário, mais 3 ou 4 jogadores com experiência e qualidade, para que estes jovens possam progredir e evoluir à medida que o campeonato se desenrola, mas se isso não se verificar, a equipa estará desequilibrada em todos os sectores e terá sempre problemas na saída da bola do sector defensivo para a zona de construção, sendo também nessa zona o grande problema, uma vez que não temos um organizador de jogo e se a bola não chega à zona de finalização os avançados pouco poderão fazer. É de referir também que nos faltou o ponta de lança, Rúben Ramos e um central que vai frequentar a Universidade e não se deverá contar com ele. Portanto, é ainda uma equipa muito embrionária.Para finalizar, deveremos aguardar, por futuros jogos com adversários mais acessíveis e daí tirar conclusões mais concretas.        

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