segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Treinador de Bancada

 O Elvas voltou a utilizar o sistema 4-3-3, sendo posteriormente alterado devido a circunstâncias anómalas do jogo. O Elvas inaugurou o marcador precocemente devido a uma forte pressão sobre o adversário, aos 3 minutos por intermédio do espanhol Mañas. Nos primeiros 25 minutos essa pressão alta e circulação de bola muito rápida, originou que o Portus Alácer tivesse que defender em bloco baixo sem possibilidade de fazer transições e o ataque elvense era continuado e muito perigoso, com diversas ocasiões de golo eminente, até que surge o caso do jogo, protagonizado pelo árbitro da partida Paulo Almeida, a expulsão de Aricson sem qualquer fundamento e gostaríamos de saber o que foi mencionado no relatório arbitral, para que nos esclarecesse o que o levou a tomar esta dúbia decisão. O jogo continuou e embora não se notasse a diferença da inferioridade numérica por parte do Elvas, a equipa da capital do distrito manteve-se no seu meio campo limitando-se a defender como podia. Entretanto, já na segunda parte o Elvas continuava a tentar incrementar o score para se tranquilizar e no minuto 66 Luís Carapinha faz o 2-0 e ainda em inferioridade numérica, mas no minuto 73 mais uma vez sem lógica é expulso Nanques do Portus Alácer o que traduzia uma igualdade numérica em campo, mas já existia uma desigualdade muito grande, quer física, quer técnico/táctica, entre as duas equipas, a partir desse momento o Elvas abria facilmente a defensiva contrária com passes de rutura e diagonais do Luís Carapinha que acabou por fazer mais dois golos e já no final do jogo no minuto 91 o veterano Manuel do Carmo fez o gosto ao pé, apontando o último golo do jogo, mas muitos outros ficaram por marcar, quer por inoperância de Lourinho e Canoa, quer pelas excelentes defesas do Tiago Semedo, que foi o melhor elemento da equipa de Portalegre. O Elvas esteve aproximadamente 50 minutos com menos um jogador, isto significa que o resultado final, num jogo normal, poderia ter sido ampliado e ter-se aproximado dos resultados alcançados com o Gavionenses e com a Terrugem. 

A equipa de arbitragem prejudicou seriamente o espetáculo, com erros clamorosos, tanto técnicos como disciplinares e não sei se não haverá também alguma premeditação em determinadas decisões, nomeadamente nas expulsões. O Elvas acabou por não fazer um jogo com a qualidade que vinha evidenciando em jogos anteriores, pelas razões já citadas, deixando a equipa algo nervosa e intranquila, errando muitos passes e por vezes abusando do individualismo, fator nada característico das equipas de Jorge Vicente, mas tudo isto, pelas situações criadas pelo árbitro, pois não é normal num jogo sem violência e sem quezílias entre os jogadores, terem sido mostrados 14 cartões amarelos e 2 vermelhos. A Associação de Futebol de Portalegre e o Conselho de Arbitragem devem rever com atenção estas situações, que em nada beneficiam o futebol. 

Continuamos ter fracas assistências no nosso estádio, mesmo com o bom desempenho da equipa e a excelente classificação. Não compreendemos esta falta de adesão da massa associativa do Elvas.

12 comentários:

  1. Muito bem dito treinador de bancada mas a direção do Elvas ainda não se mexeu depois destas roubalheiras todas parece que estava mais interessada no jogo do seixal com o benfica e o presidente Santos nem apareceu no campo. Será que o Pinto da Costa prefere estar num jogo de iniciados do porto em vez de acompanhar a equipa principal

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  2. Foram á feira das vaidades que se realizou no Seixal e depois tiveram que recorrer a duas pessoas para ajudar o Perdigão e o Charruadas que foram os únicos directores que estiveram no Patalino e são alguns 25 directores eleitos, haja vergonha.

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  3. O primeiro amarelo ninguém o percebeu, logo o árbitro pode alegar o que quiser.
    O segundo amarelo é erro técnico. O livre não é obrigatório ter barreira e o jogador não era obrigado a esperar o apito do árbitro para marcar o livre. Mesmo se assim fosse, nunca vi um jogador ser admoestado por isso.
    Logo, é erro técnico e o relatório do jogo deve ser fornecido ao Elvas.
    Tudo isto é fácil provar, uma vez que o Elvas tem o jogo filmado.
    A direcção do Elvas deve protestar a expulsão e evitar o castigo de 1 jogo ao Aricson que para ajudar a situação foi perseguido pelo árbitro desde o 1º minuto do jogo. Tudo está filmado e é muito claro.
    Agora é só a direcção do Elvas mexer-se.

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  4. Em relacção ao primeiro cartão amarelo o incompetente do arbitro e com gesto manual contou as vezes que o Aricson fez falta e mencionou 3 faltas com os dedos e mostrou cartão, embora as faltas que o atleta fez são faltas normais dentro das 4 linhas, não se pode mostrar amarelo a qualquer atleta que faça 3 faltas que não estão dentro das faltas graves, porque sendo faltas em ataque por pressão sobre o adversário. No segundo cartão quanto a mim é que o dignissimo do apito deve de ter problemas com os atletas de origem africana e vai de aí RUA com eles, porque quase todos os atletas em campo discutiram as suas decisões, mas apenas foram expulsos dois atletas de origem africana, creio que o Mário Nanques do Portus Alacer pela sua cor também tem origens africanas. Porque todos nós sabemos como são as arbitragens nomeadas para O Elvas, normalmente são sempre os piores, porque os menos maus vão sempre para outras bandas, se tiverem hipóteses de rever nomeações anteriores vejam para onde é quase sempre nomeado o João Roque.

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  5. Há notícias de alguma contestação ao jogo de suspensão ao jogador ou não?

    Ou somos espoliados desta forma e ficamos calados?

    É que até na 1ª divisão se despenalizam jogadores quando há provas que levam a isso. O jogo está filmado, é preciso mais alguma coisa?

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  6. É.
    É preciso mais.
    É preciso que a Direção se mexa.
    Mas pedir isso é pedir muito.

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  7. Um árbitro "normal" teria levado o jogo Elvas - Portus Alacer até ao fim sem puxar de cartões. O jogo foi macio e correto.
    Só um árbitro "anormalmente" mau ou mal-intencionado pode ter levado o jogo para aqueles parâmetros disciplinares de 14 amarelos e 2 vermelhos.
    Inovador e sintomático seria Elvas e Portus Alacer, em conjunto, assinarem a mesma exposição de protesto à Associação de Futebol de Portalegre e aos seus conselhos de disciplina e de arbitragem.
    Daria que falar, por certo.

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    1. Totalmente de acordo pois neste jogo não podemos esquecer que não foi só O Elvas que foi prejudicado!

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  8. Estamos todos de acordo a direção deve mexer-se e rapidamente, porque vem ai os jogos importantes e com árbitros destes fazem-nos a folha.

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  9. Objetivo conseguido: Aricson suspenso por um jogo, não vai a Fronteira.
    Vamos ver o que sucede em Fronteira...
    Se alguém levar dois jogos (qualquer vermelho direto resolve o assunto), já não joga em Gáfete.

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  10. esse tema dos arbitros é de facto muito importente e realmente tem prejudicado o elvas de forma escandalosa.... mas creio que nesta rubrica se referiu um aspecto tambem muito importante e grave... a pouca ssistencia nos jogos.. o que se está a passar com os adeptos azul e ouro?

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    1. Não sei o que se passa com os adeptos do Elvas mas sei que alguns já durante esta época deixaram de pagar cotas e já não são sócios do clube e não tem a ver com a crise porque são pessoas sem dificuldades económicas. O que eu acho é que o problema reside no facto do clube estar dividido estupidamente entre a formação e os séniores. Um clube tem que estar unido e não pode haver divisões e os diretores têm que trabalhar todos pela mesma causa.Temos mais público nos jogos dos iniciados do que nos séniores.Também é verdade que Eurico Candeias destruíu o clube numa época horrível e agora não é facíl fazer regressar os sócios e muito menos no distrital, mas isto que eu disse anteriormente deve ser feita uma reflexão profunda por parte da actual direção.

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